Veja quais as condições do mercado de A&B para contratação de profissionais que atendam as demandas ESG, e quanto estão pagando por isso.

O crescimento das pautas ESG (Environmental, Social, Governance) nas empresas tem promovido a criação de funções e atividades específicas, refletindo a necessidade de progresso em questões ambientais, sociais e de governança. Especialistas e pesquisas indicam diversas novas posições que surgem nesse contexto, visando atender a um mercado que valoriza práticas sustentáveis e responsáveis. As atividades profissionais em ESG não tratam de uma carreira isolada, mas um conjunto de práticas que abrangem desde a promoção da diversidade no local de trabalho até projetos ambientais, como a limpeza de rios e a redução de poluentes.

Os especialistas ressaltam que não há uma profissão específica para atender às demandas ESG, mas uma confluência de fatores que diversas visões profissionais podem contribuir. Esta abordagem multidisciplinar permite que especialistas de áreas como Administração, Engenharia e Recursos Humanos se envolvam em projetos ESG, adaptando suas habilidades para fomentar governança, meio ambiente e sociedade. As formações em ESG capacitam os profissionais a atuarem nesses campos emergentes.

“O ESG não tem uma profissão única. O que a gente vê hoje no mercado são técnicos de Gestão, Finanças ou mesmo de RH (Recursos Humanos) realizando algumas formações dentro da área para poder, aí sim, atuar com governança, meio ambiente e sociedade” – Lorena Coimbra, diretora executiva e fundadora da Foodtech Consultoria e fundadora da Foodtech School

No cenário atual, algumas funções têm ganhado destaque no setor de alimentos. Entre elas, o especialista em sustentabilidade, analista de compliance ESG e especialista em agricultura sustentável. Estes profissionais são responsáveis por desenvolver e implementar estratégias de sustentabilidade, monitorar a conformidade com regulamentos ambientais e sociais, e promover práticas agrícolas que minimizem o uso de recursos naturais.

Além dessas funções, há outras posições importantes, como gerente de sustentabilidade, engenheiro ambiental e diretor de responsabilidade corporativa. Esses cargos exigem uma combinação de habilidades técnicas e conhecimento em práticas sustentáveis, com o objetivo de reduzir o impacto ambiental das organizações, promover a responsabilidade social e assegurar uma governança ética.

Bruno Youssif, sócio-diretor de gestão de riscos financeiros ESG da KPMG no Brasil, afirma que o movimento para incorporar esses profissionais nas empresas está “iniciando agora” para a maioria das companhias. Contudo, já há alguma adesão em empresas de maior porte e multinacionais, “mas ainda incipiente”, ou seja, há demanda, mas ainda em quantidade moderada. Ainda assim, ele acredita que há uma “tendência forte para os próximos anos” de aumento da procura por esses profissionais, “considerando demandas regulatórias, da sociedade e dos mercados consumidores”.

O cenário de crescente demanda por profissionais capacitados em ESG evidencia a importância de preparar indivíduos com formações específicas para enfrentar os desafios e oportunidades deste novo paradigma corporativo.

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